Ueba!!!! Livro novo!!!!!!!!

Acabo de comprar os dois volumes de “Ilusões perdidas” de Honoré de Balzac. Eles fazem parte de uma coleção de clássicos da Abril Coleções, que cloloca clássicos da literatura a precinhos amigos nas bancas, semanalmente. Desta coleção também fazem parte “Crime e castigo”, de Dostoiévski, “Mme. Bovary”, de Flaubert, “D. Quixote” de Cervantes, entre outros. Se eu pudesse, compraria todos! Custam apenas R$14,90 e cada livro vem com breve biografia do autor, prefácios e texto sobre as personagens.

Como eu adoro Balzac, não pude deixar passar esta obra quando vi na banca, pois gostei muito de outra obra que adquiri, “A menina dos olhos de ouro”. Abaixo você lê a resenha presente no livo, depois que eu ler coloco a minha, ok?

“O poeta Lucien de Rubenpré sai do interior da França para tentar a vida como escritor em Paris, mas é surpreendido por uma realidade ainda mais voraz do que sua própria ambição. Descrevendo com maestria a França do início do século XIX, Balzac aborda o surgimento da indústria cultural  e o papel do indivíduo na sociedade moderna.”

Até lá!

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Estreando hoje com a minha leitura de cabeceira atual, O Livro das Maravilhas, de Marco Polo!!!

Ai gente… Estou adorando o livro, porque adoro geografia (e quando se trata de geografia com informação histórica é ainda melhor), mas misser Polo descreve tantos, mas tantos lugares no livro que fiquei com preguiça de escrever a resenha… hehehehe

Falando rapidinho então, no fim de sua vida Marco Polo descreve a geografia e os costumes das áreas do globo por onde passou, bem como as situações históricas em que esteve presente. Ele e seus dois irmãos mais velhos eram mercadores na época em que Veneza era um porto que estava “bombando” (pelo amor, literatos, não me apedrejem por causa da gíria!) e vão cruzando a Europa Oriental, o Oriente Médio e a Ásia Central, chegando por fim à China. Gostei principalmente de descobrir a fantástica história (e a intimidade, muito bem descrita) do Império Mongol que àquela altura dominava aquelas paragens, e onde Polo era tido em elevada conta, participando ativamente da vida na corte. Também é ótimo conhecer um pedaço do mundo que até hoje é ignorado por nós ocidentais, seja nos estudos escolares, seja na parcela que estes lugares ocupam na mídia que chega até nós, que, quando muito, trata os lugares como exóticos. E de certa forma devem ser áreas bastante peculiares mesmo, pois a despeito da globalização muitos destes povos ainda possuem hábitos e modos de vida que pouco se modificaram até os dias de hoje (excessão feita à China, é claro).

É interessante ter um mapa múndi detalhado (relevo, hidrografia, principais cidades) em mãos ao ler o livro, para você se localizar melhor.

Ia fazer um breve comentário, mas acho que acabou ficando maior que a resenha! hahahahaha

Abaixo temos a resenha da contracapa do livro, que sem dúvida é melhor que a minha e provavelmente é suficiente para te convencer a lê-lo.

Outra boa fonte de informações é o especial da National Geographic sobre a viagem de Polo. Em inglês, aqui.

Desvendando uma civilização

(Resenha da contracapa do livro)

No fim do século XIII, a Europa cristã prepara-se para o grande mergulho que, da perda da Terra Santa à Peste Negra e da Peste Negra ao Grande Cisma, a conduzirá à Renascença. O mundo islãmico sofre o ataque mongol. O Califado, o Bizâncio e o Santo Império Germânico entram em declínio. É nesta época transitória que três mercadodes venezianos, Nicola, Mafeo e Marco Polo, Vão deixar sua marca no mundo.

De 1250 a 1270, os dois mais velhos visitam Constantinopla, a Rússia e vão em direção à China. Em 1271, Marco Polo junta-se a eles. Atravessam os planaltos da Anatólia, do Irã, o Alto Afeganistão, Pamir e o Turquistão chinês para chegar a Pequim. Ficam 16 anos na Cina. A volta os conduzirá a outras regiões: a Indochina, a Indonésia, o Ceilão, as costas indianas. E mesmo regiões não visitadas, como as costas da Arábia, a Etiópia e o litoral africano até Zanzibar, serão fielmente descritas.

O livro de Marco Polo apresenta-se ao leitor de hoje não somente como uma geografia completa dos eu tempo, como também um testemunho único que exibe aos olhos de uma Europa em crise as incomparáveis riquezas e o grau de civilização da Ásia. Marco Polo encerra a era dos geógrafos do lendário para inaugurar a era dos exploradores e colonizadores dos tempos modernos.


Uma hora compro o livro do Zeca Camargo, esse gênero realmente me agrada muito.

Au revoir!!!!

Serviço:

POLO, Marco. O livro das maravilhas: A descrição do mundo. Tradução de Elói Braga Júnior. Ponto Alegre: L&PM, 2009. (Coleção L&PM Pocket)

Fobias

Antes de publicar a primeira resenha, resolvi colocar aqui um trecho do texto Fobias, de Luís Fernando Veríssimo. Traduz bem a mania incontrolável de ler da dona deste blog. (Só para ter uma idéia, levava bronca da minha mãe porque sem perceber me distraía lendo o rótulo do xampu na hora de lavar o banheiro). Este texto foi utilizado na prova do concurso que fiz para auxiliar de biblioteca. Claro que fiz a prova rindo, e passei _ em 1º lugar.


Fobias

[…]

Não sei como se chamaria o medo de não ter o que ler. Existem as conhecidas claustrofobia (medo de lugares fechados), agorafobia (medo de espaços abertos), acrofobia (medo de altura), collorfobia (medo do que ele vai nos aprontar agora) e as menos conhecidas ailurofobia (medo de gatos), iatrofobia (medo de médicos) e até treiskaidekafobia (medo do número treze), mas o pânico de estar, por exemplo, num quarto de hotel, com insônia, sem nada pra ler não sei que nome tem. É uma das minhas neuroses. O vício que lhe dá origem é a gutembergmania, uma dependência patológica na palavra impressa. Na falta dela, qualquer palavra serve. Já saí de cama de hotel no meio da noite e entrei no banheiro para ver se as torneiras tinham “Frio” e “Quente” escritos por extenso, para saciar a minha sede de letras. Já ajeitei o travesseiro, ajustei a luz e abri a lista telefônica, tentando me convencer que, pelo menos no número de personagens, seria um razoável substituto para um romance russo. Já revirei cobertores e lençóis, à procura de uma etiqueta, qualquer coisa.

Alguns hotéis brasileiros imitam os americanos e deixam uma Bíblia no quarto, e ela tem sido a minha salvação, embora não do modo pretendido. Nada como um best-seller numa hora dessas. A Bíblia tem tudo para acompanhar uma insônia: enredo fantástico, grandes personagens, romance, o sexo em todas as suas formas, ação, paixão, violência – e uma mensagem positiva. Recomendo o “Gênesis” por seu ímpeto narrativo, o “Cântico dos cânticos” pela poesia e “Isaías” e “João” pela força dramática, mesmo que seja difícil dormir depois do “Apocalipse”.

Mas, e quando não tem nem a Bíblia? Uma vez liguei para a telefonista de madrugada e pedi uma Amiga.

_Desculpe, cavalheiro, mas o hotel não fornece companhia feminina…

_Você não entendeu! Eu quero uma revista Amiga, Capricho, Vida Rotariana, qualquer coisa.

_Infelizmente, não tenho nenhuma revista.

_Não é possível! O que você faz durante a noite?

_Tricô.

Uma esperança!

_Com manual?

_Não.

Danação.

_Você não tem nada pra ler? Na bolsa, sei lá.

_Bem… Tem uma carta da mamãe.

_Manda!

(VERISSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 104-105.)

Hello world!

Então, estamos começando uma nova saga pelo universo da leitura.

Além das resenhas que vou publicar no blog, aceito também resenhas dos leitores. Porque, afinal, um bom livro merece ter sua indicação compartilhada!

A primeira resenha do blog será sobre a minha leitura atual: o Livro das Maravilhas de Marco Polo!!! Ainda esta semana no blog, não percam!